Tecnologias Limpas

Tecnologias limpas são meios de produção responsáveis por uma menor poluição ambiental e menor consumo de energia do que as tecnologias tradicionalmente usadas nas indústrias. Elas são definidas como aquelas que utilizam compostos não agressivos e de baixo custo, exigem menor consumo de reagentes, produzem pouco ou nenhum resíduo e permitem controle mais simples e eficiente de sua eliminação.

Elas não significam, necessariamente, tecnologia sofisticada. O seu uso, via de regra, está vinculado a meios baseados em matéria-prima renovável, muitas vezes de origem biológica, como o uso de pipocas, em substituição do isopor, no transporte de embalagens de produtos frágeis, recurso muito usado na exportação para países europeus.

De modo geral, é condição para o produto formado a partir da tecnologia limpa que ele seja ambientalmente correto, ou seja, que ele não apresente risco nem para o usuário nem para o meio ambiente, em todo o seu ciclo de vida.

O Brasil, por meio de instituições, entidades, grupos ecológicos e centros acadêmicos de pesquisas, tem investido no desenvolvimento de técnicas e alternativas viáveis de minimização do impacto ambiental, através dessa forma de tecnologia sustentável. Dentre as novas tecnologias limpas descobertas no país está o tijolo vegetal, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). O produto, feito com ouriço, casca da castanha do Brasil e com os caroços do coco e do tucumã (tipo de palmeira tradicional na Amazônia), possui o mesmo propósito dos tijolos originais, porém utilizando matérias-primas naturais, consideradas como restos florestais. Além disso, esse tijolo dispensa o uso de lenhas, tal como ocorre com os tijolos convencionais, que em sua elaboração precisam ser aquecidos em fornos, gerando gases que aumentam o efeito estufa.

Em termos de alta tecnologia, a energia eólica, solar e biocombustíveis são importantes exemplos nacionais e globais de investimentos e ações na busca do desenvolvimento econômico aliado à preservação ambiental. Apenas em 2007 houve um aumento de 60% de investimentos em relação ao ano anterior, em energia limpa em todo o mundo. Segundo relatório da ONU, esse aumento foi decorrência da alta no preço do petróleo e também das preocupações com as mudanças climáticas. Esse fato demostra a importância de uma produção mais limpa, sustentável e em sintonia com a preservação do meio ambiente, também como condição de sobrevivência de mercados.

No Brasil, as hidrelétricas já consolidadas e as novas indústrias do biocombustível fazem do país o maior mercado mundial de energias renováveis. Em 2007, o etanol e a cana-de-açúcar foram os responsáveis pela maior atração de investimentos no setor.

 

Fonte:  Portal online USP

              Portal online da Rede de Tecnologia Social

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